Notas para a conversa de hoje

Decorreu na 6ª feira passada um evento extraordinário concretizado por pessoas comuns, realizado por cidadãos livres que se apresentam conjuntamente com a sua candidatura às primárias do LIVRE pelo círculo eleitoral de Lisboa.

São por isso extraordinárias.

O mesmo evento do Porto e em Setúbal já se realizou. O para a Europa, amanhã.

Apresentação + Motivação da Candidatura

Nasci em Lisboa, tenho 45 anos, casado e pai de dois filhos e de uma filha. Tenho um doutoramento em Física-Matemática pela FCUL e sou Professor do Ensino Superior Politécnico (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) onde leciono disciplinas de Matemática.

Defendo a partilha e divulgação aberta do conhecimento científico e activista membro activista pelo free-software e opensource, divido a minha atividade letiva com a construção de um hackerpace e o tempo passado em família.

Céptico por construção e formação, prefiro a dissidência inteligente ao acordo passivo.

Ciclista urbano e guitarrista de blues no tempo que não tenho.

A minha motivação é simples de enunciar: acredito que quando é dado às pessoas, e não só a quem exerce a sua quota parte em democracia representativa, um verdadeiro controlo dos seu próprios assuntos e das suas vidas algo naturalmente emerge: o respeito, o consenso e a aceitação da diferença surge como o principal mecanismo de progresso e cooperação em vez da coação, do castigo ou da recompensa atribuída.

E nesse sentido que me parece que o acordo das esquerdas falhou até parece que a esquerda parlamentar ficou refém dos tempos que correm. Tecnocrata, que apenas trata dos seus assuntos ou da sua ideologia.

E por isso as perguntas: que sociedade queremos transcender? Que objectivos queremos atingir?

Não bastam já os clássicos do costume: paz, liberdade, integridade e humanismo, igualdade de oportunidades.

Apesar de serem esses aqueles cujas formulações mais estamos habituados.

Queremos igualdade na educação, na saúde, no acesso a bens, à habitação e num certo sentido utópico queremos acesso à felicidade. Ou como dizia o William Gibson: "o futuro é hoje e está é mal distribuído."

E num certo sentido ser-se de esquerda é perceber isso e lutar por uma distribuição igualitária do futuro.

Mas se os clássicos não bastam como se faz essa transcendência?

Onde falhou a actual solução de governo aka geringonça?

Falhou em não conseguir agregar as vontades da população e em particular a esquerda por ser de esquerda falhou em se circunscrever à questão da devolução ou restabelecimento dos rendimentos depois da brutal quebra de rendimentos impostos pela troika e pelo governo da direita-ir-para-além- da-troika.

Pouca mudança para tanta esperança depositada num acordo histórico da esquerda.

Ficou por fazer, na

e por fim

O que LIVRE pode trazer à Assembleia da República?

De uma forma muito resumida. Quatro pilares baseados na autonomia individual

A que comissão parlamentar gostariam de pertencer e porquê?

Comissão de Educação e Ciência

Propostas concretas:

Criado/Created: 01-03-2019 [14:22]

Última actualização/Last updated: 19-07-2019 [12:12]


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(c) Tiago Charters de Azevedo